Que meus olhos sejam sinceros, a ponto de me observarem, e enxergarem meus próprios erros para que eu possa me consertar. Não há nada melhor que a liberdade de tudo o que nos aprisiona ou nos faz, na estrada, tropeçar. A esperança é que a caminhada seja leve, que este tempo de espera seja breve, enquanto minha alma ferve, e meus olhos, em silêncio, chovem. Busco alcançar tudo o que me seja lícito, que meu coração solícito deixe tudo em si bem explícito; E que em linhas fique escrito um caminho desenhado e bonito, eternizando o infinito em meu peito, antes tão aflito. Que se torne restrito apenas o que não for bendito. No mais, que tudo seja transbordante, em sentimentos vibrantes, mais preciosos que diamantes.
O que for inconstante, que permaneça distante. O efêmero e o provisório, quero longe do meu território; arrancarei de mim todo opróbrio para tornar-me cada vez mais sóbria. Quero abrir minhas janelas para vigiar o meu próprio espaço, colocar-me no compasso, circulando cada um dos meus passos. Não desviarei o olhar de mim, para que eu permaneça atenta, sem desviar meus pés da estrada, nem tocar as impurezas que prevalecem. É um cuidado comigo mesma, para transformar o coração, capacitá-lo a transmutar de plano. É um zelo imprescindível; pois a observação minuciosa traz a cura a quem deseja ser curado.
Por Patrícia Campos