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Olhar perdido!

Dia desses, estava eu conversando com algumas pessoas e dentre estas, uma mãe cuja qual havia perdido há pouco mais de dois anos, sua filha. Foi quando notei que, em um determinado momento, ela fitava um ponto qualquer à sua frente, e em sua expressão um olhar perdido de uma consciência que vagava nas lembranças de um tempo vivido. Um olhar perdido, envolto e aprisionado aos sentimentos nutridos pelo que “volta ao pó”! Tal cena, fez-me enumerar os tantos motivos que induzem uma consciência ao devaneio em seus pensamentos, expressando em sua face um olhar perdido, de quem não sabe qual direção seguir, mas que também não busca em si mesmo tal direção, continua desorientada e com um profundo vazio, focada apenas em suas aflições, conquistas materiais e tudo que permeia seu cotidiano carnal.

As confusões mentais, as angústias e frustrações, as dores emocionais que preenchem um coração deixando-o sobrecarregado, enfim todos os sentimentos nutridos em seu viver, são facilmente identificados pelo olhar perdido, como que em um grito silencioso e desesperado por socorro. As dores ocasionadas pela veia carnal denunciadas pelo olhar perdido é o registro da profunda fragilidade humana. O salmista, ao encontrar-se neste momento exclama: “o meu coração palpita, as minhas forças me faltam, até a luz dos meus olhos se foi. Apesar do lamento, buscou forças no senhor e é desta maneira que deve ser o proceder de cada consciência, pois sabemos que somente Nele o perdido encontra o caminho certo, somente Nele está o que “nos dá esperança”, de um futuro eterno, cheio de paz, onde nossos olhos serão absortos em Sua maravilhosa luz.

Por Lo Xavier

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