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Prisioneiro da recordação

Temos a chave da prisão em nossas mãos, mas basta colocá-la na fechadura certa para termos a liberdade. A chave é o raciocínio, e as fechaduras abrem as portas do destino. A escolha é por livre vontade, sabendo o que está por trás de cada porta. Uma leva tua consciência para a vida eterna do espírito, onde está a verdadeira paz; e a outra lhe oferece resultados imediatos e muitas indulgências, com suaves sacrifícios e promessas de apagar toda a recordação do seu passado. Pois não há nada pior para uma consciência do que ficar presa em uma cela de memórias, cercada por imagem do passado que não a deixam em paz.

Olhando para estas propostas, a que oferece resultado imediato parece ser mais atraente, mas, na verdade, é uma isca de passarinho, e qualquer consciência que não ficar atenta é facilmente pega, pois o engano age sorrateiramente, nos mínimos detalhes, e quando se vê, já foi. Deus nos oferece a liberdade, a liberdade consciente, a mesma liberdade que Paulo menciona: “tudo me é lícito, mas nem tudo convém fazer”. Pois há coisas que te remetem a recordações e vivência do passado, e isso é o que encarcera a consciência. Deus, pelo seu espírito, nos conduz ao céu, onde tudo é novo, e é para lá que devemos direcionar o nosso olhar, pensar e agir, pois as recordações deixam a consciência imóvel, perdida em um mar de lembranças, esperando… esperando por algo, qualquer coisa de fora que a liberte, sendo que o espírito já está dentro de cada um, pois ele é a porta a qual devemos entrar e continuar a caminhar.

Por Lauro Balbino

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