Os olhos que brilham sem nada exigir, transmitem uma paz jamais encontrada Estado da alma que só faz sentir Aqueles que deixam habitar em si a verdade Se sorriem, é porque estão felizes; se choram, é porque algo vai mal. Assim são elas: transparentes, sem disfarces para o que sentem. Ser puro é não ter má intenção, é não guardar o que é ruim no coração. Mesmo quando alguém as constrange ou adverte, na simplicidade elas se divertem. A vida é um flerte para quem não tem maldade; transpira liberdade quem não se prende a nada. Sem fazer média, a criança simplesmente vive… Diz-se que devemos nos tornar como elas, pois nelas se vê a esperança de um estado interno melhor. Nada que se decore, mas que se leve no peito como tesouro. A criança valoriza o aprendizado: é o novo, o inusitado, o sempre valorizado.
Desprendidas de obrigações fúteis, mais ensinam do que aprendem. Sua simplicidade faz corações sensíveis marinarem, trazendo mar aos olhos e leveza à alma. Nelas não há maldade; em seus olhos transborda a verdade. Seus sentimentos são sinceros: quando querem abraçar, abraçam; se não querem, nem disfarçam, apenas dizem não. Pode até parecer ríspido, mas é sinônimo de coesão. Pois mais vale um “não” verdadeiro do que um “sim” disfarçado.
Por Patrícia Campos
Tema sugerido por Vani