A questão aqui é enxergarmos o propósito de Deus e compreendermos como Ele funciona, pois o lado para o qual iremos cair na eternidade depende disso. Sabemos que, na carne, somos criações, e que, por sua vez, produzimos a consciência. A consciência é o fruto que todo ser humano produz naturalmente. Por isso, ela não se trata de uma expressão do tipo: “temos que ter consciência para fazer as coisas” ou “seja consciente você também”. Ela é destacada da criação, mas ninguém a enxerga como um terceiro elemento. É por isso que vemos esta grande confusão. Enquanto cada um de nós não se enxergar como consciência, que é o correto, nos identificaremos sempre com a carne que morre e ignoraremos o espírito que já nos dá a vida.
O papel do espírito não é dar vida à carne eternamente, mas resgatar a nossa consciência do poder das trevas, formando-se dentro de nós como célula viva para o aumento do corpo de Deus. Como já nos foi mostrado, é um caminho a ser percorrido. E quanto mais se anda nele, mais se enxergam os detalhes da vida. Toda questão que é levantada fora da nossa razão é especulação e desvio de conduta. O propósito da vida foi criado por Deus, mas o propósito individual de cada ser humano é elaborado pelo engano. Não adianta levantar questões para a satisfação do ego, sendo que as respostas conduzem ao vazio eterno. É necessário ser sábio e abaixar os olhos diante de Deus, ouvir as instruções de coração aberto para andar no caminho da vida, pois fazer questão das incontáveis questões é o que contamina a alma.
Por Lauro Balbino