Conteúdo do Post

Sufocou a própria alma

Perdeu-se entre o nevoeiro do coração, deixou-se levar pelos laços da paixão, apertou o peito e perdeu a direção da razão. Estava tudo tão simples, bastava permanecer e andar na direção da luz, mas o que saiu fora do script que a seduziu? Seus desejos, sentimentos e ações, a dominaram e a levaram à escuridão, deixou falar mais alto o que nem era para ter voz, ouviu o mal, fortificou suas raízes, e neste vendaval, afogou, em suas próprias utopias, uma alma engolida pela imensidão de fantasias. Enganos e mais enganos cirandam na consciência sem cessar.” É uma dor invisível e profunda, que vem de uma tristeza persistente e um sentimento de vazio sem sentido, que a alma não consegue perceber, mas carrega os cacos dentro do coração por se deixar sufocar pela ilusão dos seus sentimentos, sentimentos esses que estão matando o que há de mais precioso, a vida!

O verdadeiro socorro da alma seria enxergar a verdade e andar por ela. Tentar ser o que não é, é muito mais difícil do que ser o que é, por isso a mentira é muito mais difícil do que a verdade, a verdade nunca se contradiz, mas a mentira vive se justificando para se esquivar, mas no dia do juízo a verdade aparecerá, queira sim, queira não, ela aparecerá. Ela virá como o sol a cada manhã, tudo se tornará claro diante dela e manifestará, nada ficará encoberto, ela iluminará até as coisas mais sombrias e ocultas de si, quem a suportará no dia da sua vinda? É a prova viva da justiça, companheira de Deus, os justos a carregam no coração, porém os que tem falta de senso não a retém, caminham errantes em suas paixões, andam cegos guiados por uma felicidade não existente, tenebrosa. Por isso a alma continua sufocada, pois seus prazeres estão na carne, nesta existência sem vida, apenas vivificada, porém haverá o dia em que ela não se levantará mais e a alma sentirá o quão tola foi, pois escolheu se deixar levar pelas mãos do engano e num milésimo de segundo não sentirá mais a vida pulsar, e neste dia o arrependimento não mais valerá.

Somando nossas luzes