As consciências buscam uma válvula de escape em qualquer coisa que as distraiam das perturbações que elas mesmas criaram. Agarram-se a amuletos, a figuras de barro em diversas religiões, na esperança de encontrar um momento fugaz de paz. Contudo, essa busca se baseia em ilusões, e não na verdade. Eu passei muitos anos enganada, acreditando que frequentar a igreja agradaria a Deus. Participava de encenações e danças coreografadas, mas, mesmo assim, não sentia o que diziam sentir os “irmãos”, pois eu não rodopiava nem falava em línguas estranhas, como muitos afirmavam. Essa diferença me fazia sentir estranha, intrigando-me o fato de que todos falavam sobre sentir a presença de Deus, enquanto eu não sentia nada. Apesar das minhas dúvidas, continuei frequentando a igreja até que conheci meu marido, que me ajudou a compreender o propósito de Deus.
No início, foi difícil desconstruir a ideia de que Jesus era o Filho de Deus, aceitando em vez disso que ele havia cumprido um propósito que o Senhor espera de nós. No entanto, as conversas diárias com meu marido começaram a me tocar de maneira profunda, despertando em mim emoções até então desconhecidas. Gradualmente, passei a enxergar a mim mesma e a reconhecer minha própria consciência, deixando de buscar fora o que já existia dentro de mim. Hoje, entendo que o filho de Deus é o espírito que me dá vida, e que ao me guiar por esse espírito, alcançarei a próxima etapa da minha vida.
Por Jeane Reis