Ao buscar a hermenêutica da palavra erro, obtive o conceito de que o “erro é compreendido como uma falha, engano, juízo falso ou desacordo com normas, comportando tanto sentidos literais (inexatidão) quanto morais e filosóficos (afastamento da verdade), mas com potencial para ser corrigido através do aprendizado.” “Errar é humano, mas persistir no erro é burrice!” Eis aqui um dito popular, que vez em quando ouvimos e que também às vezes, deixamos soar audivelmente de nossos lábios. “Errar é humano, mas perdoar é divino!”. Então, está tudo bem em errar??? Muitos acreditam que sim, pois o perdão virá a galope, e no último instante os salvará da maldição eterna, como um príncipe em socorro a sua preciosa princesa, o que denota conveniência e falha de caráter. Sendo assim, repetem os velhos erros! Opa, velhos erros existem ou são apenas a repetição dos mesmos erros que já se tornaram velhos e habituais pela frequência com que são cometidos e diante disso já nem são mais considerados erros? Se diz, que quando um indivíduo comete o mesmo crime ou erro por mais de uma vez, a este é denominado o termo de reincidente ou popularmente de “burro”.
Contudo, vale lembrar que estamos dentro de um propósito e este nos induz ao arrependimento, o que deveria nos levar a mudança de hábitos pela renovação de nossas mentes. Sendo assim não cabe mais a nós, consciências cientes deste intento, recorrermos aos “velhos” erros, visto que denuncia em nós a presença do antigo homem e a inexistência da construção de uma nova criatura, mas sim a coexistência da existência carnal. Sim, o reincidente consciente está sabotando sua própria evolução, pois se temos ciência do erro e continuamos cometendo, então falhamos com a nossa própria vontade, continuamos prisioneiros da existência carnal. O velho erro é uma evidência de que a consciência está estagnada e se recusa em ceder lugar ao novo. O crescimento espiritual exige o fim da conivência e a quebra dos ciclos dos erros, sejam quais forem, afinal estes devem ser um alerta para a nossa correção e não um sofá para descanso. A começar em mim!
Por Lo Xavier