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Venda da fé

Ao que se refere à venda, veio-me à mente: vender. Apostasia da fé, é assim que se entende. Quando não, é a venda de tapar os olhos; ninguém vê. Grandes negócios, e assim se vende o produto inexistente. Mas quem entende? Se os olhares transcendem… O que buscam são bênçãos que dizem cair do céu. Não se iludam, somente as águas descem… Rasguem o véu! Se é que queres enxergar. Palavras ao léu e o coração a emaranhar-se com tantas fábulas vazias; Sonhos transvestidos de ilusões, suas orelhas frias não ouvem seus próprios grilhões. Quem dá mais? Deus não está lhe ouvindo! Não está! Ele ouve somente Seus filhos. Um filho de Deus não pede nada além da Sua sabedoria; Dinheiro se ganha e se perde dentro desta terra vazia. A sabedoria é um tesouro eterno e não se compra com cifrões, É conquistada no profundo do seu interno, no âmago dos corações.

Colocam preço nas coisas perenes e nem sabem onde encontrá-las. Em suas conferências solenes, o espírito se cala onde o bolso é quem fala. Mal sabem que o martelo insiste em bater, e não é leilão; É o Juiz da alma dizendo ser seu quinhão. O Senhor não conhece o cifrão, mas quem se ajoelha com o coração, Que tem a pureza na sua essência, que não se vende por tão pouco; Que é simples de natureza e tido pelos tolos por louco. A verdadeira fé segue sendo o que não se pode vender; Ela busca o ser e não habita em quem quer ter. Quem vende sua fé, vende também sua alma. Estes andam de ré e nunca obterão a calma. Se tornarão o nada por tanto buscá-lo em cifrões: Uma alma comprada, jogada aos tubarões.

Por Patrícia Campos 🌺

Tema suguerido por Luiz