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Céu sem estrelas

Fantasias criadas ao longo do tempo colocaram o pós-morte com vários finais. Uns dizem que a pessoa morta vaga pelo mundo em forma de espírito; outros a colocam no céu como uma estrela; alguns acreditam que estão aguardando a volta de um salvador para reencarnar. Muitas outras formas foram criadas para não deixarem o morto simplesmente morto. A vida surgiu junto à luz, trazendo o novo em forma de humano. Uma nova consciência ali brotaria, e dela surgiria uma nova esperança: a consciência alcançar a vida. Mas todos desconhecem o significado da vida e da morte e, por isso, criam diversas fantasias para serem salvos ou tentar viver bem. Porém, nenhuma consegue esse feito, pois não há como enganar a vida que está em cada ser. O sentimento é exposto a todos: quando errôneo, o espírito acusa; quando certo, o espírito acolhe. Vemos o mundo assustado por ser acusado a todo momento pelo próprio espírito, mas ninguém consegue parar por um instante e analisar os acontecimentos. O tempo parece curto, e as buscas são infinitas. Não deixam um minuto para ouvir a própria vida. A sabedoria surge da luz, iluminando o caminho para que se possa seguir, dando um passo de cada vez. Nos tempos atuais, a consciência teve sua sabedoria atrofiada e se desenvolveu apenas na carne.

O que vemos é um mundo na escuridão: uma noite sem luz, um céu sem estrelas para guiar a consciência perdida. Sem visão, ela corre assustada, tomada pelo desespero de saber que está só. Mas, mesmo na escuridão, a consciência tem a chance de encontrar a luz, a sabedoria — basta querer. Pois quem busca a vida encontra a resposta entregue pelo Senhor. E as respostas vêm através de sonhos, conversas do dia a dia, ações de uma criança e até dos ímpios, a resposta sempre vem, mas a busca deve ser pura, pois o Senhor vê o coração e as intenções de cada consciência. É somente na pureza que Ele traz a resposta da vida, ao reconhecer o desejo verdadeiro de alcançar a verdade e escapar dessa escuridão.

Por Luiz Gustavo