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Prioridades

Quem disser que a troca de ser não abala as estruturas internas da consciência está mentindo, porque abala, pois a consciência está trocando de corpo literalmente, ela está deixando o corpo carnal que morre e assumindo o corpo espiritual pela vida eterna dela. A consciência está passando por uma metamorfose existencial interna dentro dela, está deixando todos os sentimentos que ela tem pela carne e passando a tê-los pelo Espírito de Deus. Trata-se de um processo interno e muitos deles extremamente doloroso, como por exemplo, deixar os sentimentos que uma mãe tem pelo filho. Até que deixar todos os sentimentos daquilo que a consciência já não queria é moleza, mas deixar os sentimentos afetivos é muito forte, a ligação está lá na raiz da alma e arranca-la de lá, não é fácil. Eu costumo dizer que só um sentimento mais forte pode eliminar um sentimento mais fraco dentro da consciência e eu já vi consciência trocando a vida eterna dela até pelo cocô do filho, Esaú trocou por um prato de comida, Judas por trinta moedas de prata. Eu julgo que a coisa mais desinteressante neste mundo é a vida eterna do Espírito, pensa numa coisa que ninguém quer ouvir falar, as consciências brigam só pelas coisas deste mundo, mas falou da vida eterna, elas colocam a bolsa nos ombros e caem fora. Eu até choro de tristeza, você não vê ninguém empolgado pelo Espírito, mas pela carne levantam até de madrugada. As consciências só buscam a satisfação da carne, os prazeres carnais, pois neles elas se realizam, se satisfazem, até se lambuzam, mas falou do Espírito, dói todos os lugares, ficam inquietas, impacientes, não pode cutucar a ferida que gritam.

Eu sinto o desinteresse das consciências pelo Espírito, pois se falar de alguma coisa da carne elas já levantam as orelhas, mas falou do Espírito, as orelhas abaixam de novo, elas mesmas não percebem, mas eu percebo. Pensa numa coisa desanimada, meia hora falando pelo Espírito parece uma eternidade, ninguém interage, ninguém dá a sua opinião, ninguém comenta, ninguém dá ideias, você fica falando sozinho, como se diz, falando com as paredes. Quando estou sozinho viajo nos meus pensamentos, me elevo, subo ao céu, vejo coisas maravilhosas e choro pelo que vejo e sinto, mas quando estou perto de alguém, fico preso ao chão, é como bater em ferro frio. Eu tento jogar a peteca, levantar o astral, passar o sentimento de que estamos realmente dentro de um propósito, mas as consciências são frias quando falo disso, elas não sentem a coisa, mas é só falar: vamos passear no shopping, na hora elas já se põem em pé e estão prontas. Jamais deixam de fazer uma coisa da carne pelo Espírito, mas a carne sempre vem à frente como prioridade e para manterem a carne bem e estável fazem o que for preciso, e olha que na carne já sabem que nunca estarão estáveis, pois a carne morre, mas cadê que buscam a estabilidade no Espírito, que seria o corpo e vida eterna delas? Nem na lista de compromissos e objetivos da consciência ele está e realmente é como já foi dito lá atrás, que o espírito seria ignorado, desprezado e que nenhuma consciência faria caso dele.

Somando nossas luzes

Por Zeca e Michele