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Coisas pequenas

O degradê que contornam os galhos, o rosa nas nuvens brancas, o verde vivo das plantas, horizonte cheio de cores, a liberdade dos passarinhos, o canto dos ponteiros silenciados, a pausa do dia, início de um caminho calmo. Vento que valsa pelo campo, brinca com as plantações e refrescam as árvores, raios que adentram as frestas e trazem a paz, tudo perfeitamente alinhado, o céu conversa com o solo, o vento proseia com as asas dos pássaros, e assim caminha este ciclo perfeito, desenhado por Aquele que ninguém conhece. São coisas pequenas, mas tão grandiosas, que nos rodeiam, nos abraçam, um carinho nos dias agitados, um lembrete nos dias avoados, “estou aqui”, diz a voz, “estou aqui”, respondo em mim, pois devo estar, tenho que estar, para continuar e continuar neste ciclo, até que ele venha a se findar. Somos pequenos, e tão importantes, quando vemos o que somos expadimos nossos horizontes, somos espelho, manifestação, somos o abrigo, as portas do coração, devo abri-las para aquele que me chama, para o som que ecoa pelos mares, abrir as cortinas para que adentre, não apenas as frestas, mas para que o sol se acomode em minha sala, para que a vida dance pelos cômodos e me afine em sua canção, e tudo se torne em mim grandioso, como tudo o que criou com suas próprias mãos. Por isso, molde-me, para ser o que espera, uma obra perfeita nas mãos do artesão, uma arte emocionante na ponta do pincel, uma melodia suave em orquestra afinada, nada de contos, nada de fábulas, mas apenas a verdade vivendo em minha casa.

Por Luiza