O tempo deixa suas marcas em cada indivíduo, seja por algo que guardou de uma experiência boa ou de uma experiência ruim. De tudo isso, fica um grande aprendizado por ter passado por aquilo e absorvido algo de alguma forma, que você levará em seu caminho. Por vezes, a consciência se prende aos tempos ternos da juventude e a qualquer custo, gostaria de voltar lá atrás. Mas isso não acontecerá; isso permanece apenas na utopia do coração. O tempo deixa grandes lições, marcas que ficam criptografadas e que, por vezes, jamais se esquecem, porque são guardadas dentro do coração como um tesouro no qual ninguém pode tocar. Eu digo que o tempo não cura suas feridas, nem aos poucos regenera aquilo que se quebrou, pois quem tem o poder de fazer isso é você mesma. O ponto principal é a consciência enxergar essa realidade, pois, se ela permanecer parada nas lembranças, nunca dará passos adiante no caminho da vida.
E nele sabemos que precisamos eliminar toda e qualquer bagagem para andarmos livres, sem nenhum fardo desse corpo morto. Por vezes, o tempo é tão feroz e atroz com a consciência porque ela se deixa levar como as folhas secas que o vento carrega. Então ela se perde e não sabe qual era sua real identidade; daí fica perdida, desvairada, tentando se encontrar. É triste quando a realidade está bem à sua frente, mas você não quer enxergá-la, mesmo batendo à sua porta, você prefere ignorá-la. Mas até quando? Logo cada um irá se deparar com o próprio espelho e ver o que refletirá nele: a vida ou o nada. Tudo isso dependerá do que construímos dentro de nós mesmos, se nos estruturamos na vida e não carregamos nada desse tempo efêmero.
Por Ítalo Reis