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A primeira pessoa

A grande questão que eu vejo é que as consciências não acreditam o suficiente no espírito para andarem por ele, muito menos mostram boa vontade de deixar a carne para assumirem a primeira pessoa do espírito. Ao menos as consciências sentem que estão dentro de um propósito, elas agem como se não estivessem dentro de propósito algum. Não é uma coisa concreta dentro delas, mas uma coisa superficial como que da imaginação de cada um, uma utopia ou ainda cada um anda pelo que diz acreditar. Eu sinto como se as consciências me dissessem: se você acredita nisso, vai em frente, mas esta não é a minha verdade. É nítido ver o quanto as consciências são ligadas à carne, pois fazem do espírito uma fantasia e da carne uma vida real. Falam do espírito, mas quando a carne chama, pode esquecer, pois primeiro vão lá atender os anseios da carne, a carne é quem tem primazia nas consciências. O espírito pode ser bom, mas até enquanto a carne libera, mas é só ela chamar que a consciência já vira as costas para o espírito. Não é só uma questão de necessidade, mas de sentimento e de prazer e nesse ponto a carne sempre estará à frente. A gente fala tantas coisas boas do espírito, mas a consciência fica sem reação, mas qualquer coisa de bom que acontece na carne, a consciência fica toda eufórica e muitas vezes nem precisa acontecer, mas as expectativas sempre são pela carne, nunca no espírito.

E o pior é que as consciências deixam transparecer esta euforia pela carne, mas quando é pelo espírito, quanto desânimo, uma coisa fria, morta, gelada, como quem diz: deixa aí, depois eu vejo isso. Eu já nem sei o que fazer diante de tanta indiferença das consciências quando se fala do espírito, parece até que ele não é um ser, parece até que é um fantasma andando por aí, inclusive quando se fala no espírito as consciência tem até medo. Uns até dizem que o espírito são almas vagando por aí e que podem fazer o bem ou mal. Ninguém tem o espírito por verdade como se ele fosse o nosso corpo, mas parece sempre que está no além, como coisa de outro mundo. Eu sempre digo entre os meus irmãos, do jeito que nós estamos aqui pela carne, podemos também estar pelo espírito, mas a gente não percebe o espírito presente na consciência deles, como que um corpo natural que agissem por eles. Sempre quando se fala do espírito se usa a terceira pessoa e nunca a primeira pessoa. Ninguém diz eu pelo espírito, mas sempre ele, por isso que Jesus revolucionou o mundo, pois ele dizia: porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade Daquele que me enviou. Eliú também disse a Jó: eis que vim de Deus como tu, do lodo eu também fui formado, nota também que Eliú usou a primeira pessoa do espírito, e é isso que deveria acontecer com cada consciência, mudar de ser, mudar de pessoa, ser pelo espírito e usar a carne na terceira pessoa, pois ela sim é apenas uma criação e um corpo descartável, mas o espírito é nosso corpo e ser eterno.

Somando nossas luzes