O tempo não para. A semana passa voando, os fins de semana mal são percebidos, e tudo se repete: o mesmo café, o mesmo almoço, a mesma janta. No trabalho, todos os dias são esgotantes e, quando chega em casa, só quer descansar para que, no dia seguinte, esteja um pouco melhor. Todos os dias pensa em como melhorar a vida, em como crescer e sair dessa rotina, mas nunca olhou para aquele que queria alcançar, pois a vida dele também se repete. Porém, para manter seu status, precisa mostrar que está na melhor fase, e assim os dias se tornam iguais. A vida se esvai como areia que escorre por uma peneira. A consciência se alienou e não encontra a luz para sair dessa escuridão. Ela vive em um blecaute, sem previsão de a luz voltar, apenas esperando que um milagre aconteça para voltar a enxergar. Mas quem realmente quer, vai atrás.
E quem busca a verdadeira liberdade da vida encontra as cortinas da janela e as abre, deixando entrar não apenas a luz, mas também os ventos que o guiam para o caminho do Senhor. Nele não há rotina nem escravidão ao tempo. A vida se torna mais interessante quando se enxerga a verdade em cada canto, em cada palavra e em cada olhar. O mundo atola a consciência, mas aquele que sabe conduzir a própria vida também sabe lidar com o mundo. Sabe o limite de cada ação, o tempo de cada trabalho e o necessário para viver. Pois é somente disso que qualquer consciência precisa neste mundo: não do excesso, nem dos exageros, mas de tudo em seu devido lugar. Arme as tendas e amplie a visão. Assim, as ações demonstram a clareza que vem de Deus, tornando a escuridão menor que um átomo e transformando aquilo que ninguém enxerga em uma grandeza dentro de si mesmo.
Por Luiz Gustavo