Já vivi o bastante neste mundo para perceber o quanto o tédio maldito ilude as consciências tirando-as do propósito do Criador-Deus. Quem não é, quer ser e quem pensa que é, não é nada, para a sua própria desgraça. É um mundo da lei de quem pode mais chora menos, são os abutres comendo carnes podres. Já vi coisas que até Deus duvida, um mundo cheio de religiões que jogam as almas nos infernos por dinheiro e ninguém teme o dia do juízo e muito menos o vazio eterno em que vão cair, pensam que o vazio eterno é uma brincadeira e que ele não existe. Não sei nem o que falar diante de tal atrocidade que cometem contra o espírito santo de Deus, acabaram de chegar a este mundo e já se julgam os donos da verdade e cada um tem a sua e precisa ver como ficam eufóricos quando suas carnes estão bem na fita, não dando a mínima para o espírito de Deus, tudo que querem é estarem bem neste corpo carnal que morre e que não vale nada, se conhecessem de verdade o espírito da vida, não ficariam tão eufóricos assim pela carne. Deixar o espírito de Deus para se banquetear com a carne é pura loucura, pois esse nosso corpo carnal vai morrer logo ali à frente. Eu não sei o que fazer para que as consciências entendam o propósito, a grandeza do que estão dentro e onde deveria estar a alegria delas.
Estamos falando de uma metamorfose existencial interna dentro da consciência onde nós temos que perder os nossos sentimentos pela carne e passar a tê-los pelo espírito. A tua consciência deve fazer com a carne o mesmo que ela faz com o espírito hoje, ou seja, não dar a mínima para ela. A tua consciência não quer saber se ela está bem ou mal no espírito, mas faz questão de estar bem na carne. Eu nunca vi uma consciência eufórica por ter descoberto o propósito de Deus ou por estar bem no espírito, eu nunca vi uma consciência dizendo eureka pelo espírito, mas eu noto que a carne é o termômetro da consciência, se a carne estiver bem, a consciência está eufórica, mas se a carne estiver mal a consciência fica caída. Por isso eu cansei desse mundo maldito, que todos só tem os sentimentos pela carne, pois o meu termômetro é o espírito. Não vejo uma consciência de fato pelo espírito em momento algum, um momento que se possa dizer: nossa! Como esta consciência está feliz pelo espírito. Não quero dizer aqui que a tua consciência deva sentir uma coisa que na verdade ela não sente, mas gostaria de sentir que a consciência ao menos sentisse que está dentro de um propósito, pois eu falo aqui da razão da vida e da vida eterna e não se “vai chover amanhã” ou “qual a posição que o teu time está na tabela”. Eu fico indignado com o que vejo, pois são tantas picuinhas e tantas coisas mesquinhas que estão à frente do espírito nas consciências que chega a me dar desgosto. Uma coisa tão valiosa, o tesouro da vida eterna nas mãos de cada consciência e elas o jogam na lama para ficar com um pedaço de lixo, como diz uma canção.
Somando nossas luzes