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Eco da solidão

Caiu sobre os ombros o peso da solidão, seus olhos marejados carregam a tristeza por enxergar que seus pés se perderam nos trilhos da vida. As palavras já não contém efeito prático, os sentimentos se afloram sem perceber, a impureza está instalada e o eco da solidão vem a tona sem o coração compreender. Ela se instala nos cantos mais profundos, aonde ninguém pode colocar as mãos, o grito pelo socorro é constante, mas quem poderá ouvir o seu clamor? Falta uma constância para se manter de pé. As incertezas falam alto nos ouvidos, e você não se propôs a lutar, continuou neste círculo que não tem fim. Um beco sem saída, um labirinto de ilusão, peso das escolhas pesam no coração. Olhar perdido, mente vazia, eco da solidão toma conta da alma perdida. No meio dos seus escombros tenta achar uma solução para amenizar a culpa que bate forte.

Às vezes tenta se encorajar, e quer bater suas asas, mas logo se fecha e se cala, e a solidão te deixa travado. São tantos porquês que já não têm mais as repostas, indagar e não se atentar é o mesmo que fechar suas portas. No eco da solidão, ouvi chamar pelo meu nome, perdido entre lembranças que o tempo não consome. O eco do silêncio conhece a dor que se cala, mesmo tendo voz, pois escolheu da pior forma. Mas dentro do vazio onde o coração se esconde, existe uma chama viva que o sofrimento não responde, pois até na solidão, quando tudo parece ruir, podemos encontrar em nós razões para prosseguirmos. Porque o caminho floresce para quem sabe plantar, cultivando a vida em seu interno pode renovar o seu novo lar.

Por Ítalo Reis