As consciências percorrem diversos caminhos ao longo da vida, buscando se encaixar em um deles. Vivem em uma constante abstinência, ansiando por algo que possa satisfazê-las. Envolvem-se em festas, vícios e, o pior de tudo, recorrem a religiões. Em certos momentos de suas vidas, podem até se sentir bem nesses ambientes, pois ouvem aquilo que desejam, encontrando satisfação nas mentiras que criaram para si mesmas. Posso falar por experiência própria: quando frequentava a igreja, sentia como se estivesse presente todos os dias, observava as outras pessoas pulando, gritando, dançando e afirmando que estavam sentindo o Espírito de Deus. Eu me sentia diferente por não entrar nessa euforia, por não me deixar levar por comportamentos que não compreendia, como falar em línguas desconhecidas. Hoje, no entanto, agradeço por não ter sentido nada daquilo, pois reconheço que era uma grande ilusão. Naveguei por um labirinto vasto, mas finalmente encontrei a saída.
A vida é, de fato, um labirinto e todos continuarão em busca de uma saída. Porém, há apenas um caminho verdadeiro, embora poucos consigam enxergá-lo. Não percebem que estamos inseridos em um propósito sábio. Ao invés disso, acabam buscando algo que os levam a um fundo vazio, repleto de solidão. Muitas consciências encontram-se, hoje, em trilhas desconhecidas, impulsionadas pelo medo de buscar o que realmente é certo, incapazes de exercer aquilo que está bem diante de seus olhos.
Por Jeane Reis