A jornada e o destino

Às vezes nos esquecemos o que queremos, por nos perdermos nos meios, na verdade é preciso presenciar os passos, entender os rastros e esperar o destino, tudo em sincronia, e em uníssono com a vida. Qual história conta o que deixa para trás? A jornada escreve sua sina, não há como escapar desta linha, os […]

Solitude da alma

O solo abraça minha alma, dançando com o ritmo do vento, aquieta-me aos poucos, e quando percebo sou só eu, nada fica, nem mesmo a disritmia do tempo. Não há nada mais que se possa querer quando está em silêncio, na companhia de si mesmo, admirando a vida e raciocinando com a verdade, não há […]

Insuficiência

Às vezes eu sinto que nada é suficiente, talvez porque ainda falta muito e o espelho não mente, parece que os pés não saem do lugar e que me perco em minha mente, no fundo não sei decifrar, colocar para fora, poetizar, brinco com as palavras, mas sempre longe de mim, é difícil explicar, mas […]

A validade do absurdo

 Eu posso pintar o céu de carmesim e derrubar as estrelas do céu, posso inverter as leis do oceano e ele transpassar o comando da margem, posso também colocar os pássaros nas águas e os peixes nas nuvens, poderia fazer do elefante pequeno e da formiga um gigante, posso calar o barulho e aumentar o […]

Primeira pedra

Receio do julgamento, de sentir a dor da condenação, das consequências de suas ações. Nos colocamos em caixas fechadas e nos acomodamos como errantes, não condenamos, mas também não apontamos nem os nossos próprios pecados, escondemo-nos da luz da manhã, mas a vida ainda habita na noite. Jesus não atirou a pedra, entretanto sabia que […]

Tempestade cósmica

O universo choveu em minha alma, o firmamento tocou minha tez, escorreu por minhas vestes, eclipsou minha órbita, desviou o que parecia tão certo e expandiu o infinito, fazendo-me ver além de mim, para enxergar com os olhos das estrelas. Sei que primeiro irá assolar, cada canto que os astros tocarem, queimar, derrubar, para depois […]

Disritmia do silêncio

Desconforto latente, mas tão vivo e presente, não querer ser o que é, mas refletir-se e saber que fantasias não escondem a verdade. Costura-se, mas não completa, um copo sempre meio vazio, uma história pequena e incompleta. Busca a confusão dos dias, porque a solidão sufoca, uma corda no pescoço, uma navalha na garganta, a […]

O peso da culpa

O fardo de culpar-se pode ser muito mais pesado do que as lágrimas que não cessam, a dor de senti-la, a culpa, me refiro, de não entende-la, porém tê-la consigo, pela manhã, ao decorrer dos dias, ao deitar-se na cama enquanto as estrelas lhe observam, ela sufoca, amarga, você é o alvo, ela, o tiro, […]

Uma nota só

Solidificou-se, sozinho, sem sol, petrificou-se em uma nota só, vive muito, mas nada conta, o mesmo ponto, a mesma dança. Nasce mais um alvorecer, mas nada vem a florescer, as mesmas histórias para sorrir, as mesmas histórias para viver, nada terno que se eternize, nada finito que se finde, apenas guarda relicário como se fosse […]

Pegou o caminho errado

A contramão lhe chamou atenção, como uma criança que não sabe ouvir não, gosta do erro e da sua ilusão, mas pouco sabe sobre o fim que terá seu coração. Um andar sem rumo, deixando rastros sem história, apagados pelo tempo e vagos na memória, o porquê se embriagou de pecados não sabe, escolheu, escolheu […]