Sincronia da vida

A dança das árvores, o canto dos pássaros, o beijo do céu que toca o solo, a paz perfeita em tempo presente, a calmaria da manhã que gosta de brincar com a loucura das pessoas. Um ciclo sublime, não se quebra, gira e gira, e nunca perde o sentido, a vida é a base dessa […]
A alma não

Os mesmos sorrisos, as mesmas tristezas, as mesmas angústias, mais um dia, menos um, as mesmas histórias e fúrias, o tempo não para, mas as pessoas sim, paralisam em contos e se deixam, se esquecem, até se lembrarem e buscarem outro canto, mas de uma forma tão igual que nada muda, e mais um ciclo […]
Ter o verbo para ser

Preciso ser uma página em branco, outro conto para declamar, os rabiscos serão arte nas mãos do anjo, uma nova história para contar, enquanto houver rastros vazios, os frutos serão vazios, não há nenhum segredo na lei do plantio, preciso parar de pensar no adeus e começar a enxergar o que há depois do rio. […]
Amanhecer eterno

Eternizado em rosa e laranja, entre o degradê da penumbra para a esperança, quando nasce um novo hoje e o passado se torna lembrança. Encontra-se no horizonte, onde todos olham e desejam, nos braços da paz, nos veios da vida, pois está em tela viva, admirando o nascer de um novo dia. Imagine se os […]
Baile de máscaras

Tez lânguida, mas seus passos são suaves, esboça sorriso com caminhos molhados, dança sem fim que aprisiona quem a começa, às vezes se esquece e perde o compasso, nestes laços vazios que empobrecem os traços, quem deixaria as máscaras caírem quando já se esqueceu de quem é? Imerso em camadas tão vazias, mas tão pesadas, […]
A poetisa e o artesão

Adornando os pensamentos e moldando o mundo, aliança entre o espelho e o artista, entre as águas e seu todo, em uma diretriz que assusta, a poetisa presa nos contos rasos e a eternidade clamando seu nome, pule nos versos, diz, pule no fantástico, diz, e quanto mais sussurra, mais assemelha-se ao que lhe é […]
Inexplicável

Em meio a tantas interrogações, a certeza da vida me preenche, como um “porque” silencioso, mas presente, reluz como sol e esclarece toda dúvida, porém como enxergar de olhos fechados? Perder-se é fácil demais, nesta vasta confusão, naufragado cais, quem encontra coração? Deixar de ser muitas bagagens e vir a ser, anjo canta ao longe […]
O conto da caverna

Sombras tão reais quanto carne, neste vai e vem de delírios e sonhos, eu quase pude tocar o impossível, mas quando tentei caí como um pobre passarinho. Ninguém alcança o irreal, enxergando as partes, entretanto se esquecendo do todo, e os poucos que coleto me parece certo, mas tão vazios quanto os fatos que ainda […]
Estrelas errantes

Pingaram luzes do céu, tentei alcançar, mas não toquei, ao longe parecia belo, era chuva florescente, mas no coração encontravam-se suas decadências. O mundo ruindo e os olhos brilhando, a tragédia é bela, mas queima ao toque, estrelas cadentes, borram a tela, tingindo as rosas com suas quimeras. Chamas azuis morrem vermelhas, rosas alvuras encontram […]
Solilóquio

Dentro desta noite quieta, alojo-me do lado de cá da vida, onde as ondas são serenas, mas uma nova tempestade se cria. Em tempos de guerra a paz assusta, a rosa murcha e o carmim se desnuda, vergonhas silenciosas que se mostram em olhares, solilóquio de um tempo solitário, sou eu e mais ninguém, sendo […]